Último dia de Rock In Rio: Palco Sunset inteiramente rock n' roll
Em 03/10/11 às 10:14 Por: Daiv Eickhoff | Rock In Rio, Yeah Notícias

Sétimo e último dia de 2011. Mas não havia motivo para tristezas. O dia prometia ser de muito rock n' roll e novamente as vestimentas pretas foram maioria. Desde o início da tarde, agradável, o Palco Sunset já mandava o recado. O primeiro show a abrir o dia foi de Tom Zé em parceria com os Mutantes. Quer dizer… A parceria mesmo não rolou. Eles apenas dividiram o tempo e isso deixou muita gente frustrada.

Em alusão aos políticos brasileiros, Tom Zé e sua banda entraram vestidos à caráter. Além disso, complementaram o figurino com meias-calças usadas na cabeça, como se fossem ladrões. Em uma performance, onde deixou a MPB com atitude mais roqueira, o músico improvisou, interagiu com o público, pulou, dançou e empolgou o Sunset. Com direito a solos de guitarra e de bateria, o show acabou muito aplaudido pelo público. E durante seu show, a animação era tanta que até uma boneca inflável deu as caras no meio do público. Irreverência e atitude sempre foram mesmo a marca desse baiano.

A apresentação teve até mesmo um intervalo de cerca de 2 minutos para que as bandas se alternassem no palco. Tom Zé até chegou a ser anunciado como convidado do show dos Mutantes, mas ficou no palco apenas por duas músicas em que dançou mais que cantou.

Sérgio Baptista, o único remanescente original dos Mutantes, tocou algumas músicas conhecidas, como “Qualquer Bobagem”, “Minha Menina” e “Panis et Circense”. Na música “Ando Meio Desligado”, Beto Lee, filho de Rita Lee (ex-membro original da banda), subiu ao palco para acompanhar os músicos. É impressionante a devoção que muitos jovens ainda nutrem pela mítica banda, que agradou inclusive à muitos artistas internacionais como Kurt Cobain e Beck. Apesar da frustração de não ver um show conjunto entre os dois ícones da música brasileira, a apresentação de cada um deles conseguiu ser marcante e empolgante.

Marcelo Camelo subiria ao Palco Sunset acompanhado do grupo The Growlers. Com bigode e roupas de brechó, os norte-americanos seguem a linha retrô sessentista do rock indie atual, lembrando Beach Boys e The Doors, mas com aquela postura pseudocool alardeada por Beck. O clima praieiro do grupo norte-americano, aliás, combinou bem com o repertório selecionado por Camelo, como "Mais Tarde". Mas o público só vibrou mesmo com "Além Do Que Se Vê", "A Outra" e "Morena", hits de sua banda, Los Hermanos. Já o fim da apresentação foi marcado por um astral mais carnavalesco com "Copacabana", marchinha gravada pelo músico carioca em seu primeiro álbum solo, "Sou", de 2008.

O show conjunto dos Titãs e a banda portuguesa Xutos e Pontapés serviu para mostrar boa parte da discografia de ambos, que completarão 30 anos de carreira. Foi o segundo show dos Titãs neste Rock In Rio, depois da apresentação de abertura do festival, ao lado dos Paralamas do Sucesso. Mas foram dois Titãs diferentes, um mais pop e outro bem mais rock, com mais velocidade e peso de guitarras. A apresentação de uma hora alternou músicas dos dois grupos, e deu atenção a canções de discos como o "Cabeça dinossauro", ao contrário dos de maior apelo pop que a banda vem fazendo nas últimas décadas. As músicas do Xutos escolhidas para o show tinham uma sonoridade mais rápida, mas se encaixavam bem com o passado dos Titãs.

E logo ali perto, o Palco Mundo já estava à toda com o Detonautas.

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