SWU: Megadeth incendeia e Stone Temple Pilots esfria
Em 15/11/11 às 1:01 Por: Daiv Eickhoff | SWU, Yeah Notícias

O deu continuidade à alegria dos metaleiros. Uma das grandes bandas do gênero, ao lado do Metallica, esteve ano passado no país em diversos shows. Mas dessa vez, com um novo disco na praça, "Thirteen", o show se tornou ainda mais especial para os fãs, que vibravam inclusive com as novas canções.

Ainda que com boa recepção, a banda privilegiou os hits em seu set. "Trust", de 1997, foi a primeira da noite e já pôs a galera para pular, aliviada da chuva ter dado uma trégua. "Boa noite, é bom estar de volta a São Paulo. Vocês estão se sentindo bem?", perguntou o vocalista Dave Mustaine. Na sequência, já mandou dois petardos do álbum "Rust In Peace": "Wake Up Dead" e "Hangar 18", para a festa dos metaleiros, que já tinham se esbaldado no show do Down. A energia ainda era alta quando vieram mais hits como "Head Crusher" e “À Tout Le Monde”, cantada em côro. Ainda teve espaço para as novas "Whose Life (Is It Anyways?)" e "Public Enemy No.1", também recebidas com muitos aplausos.

Com um homem mascarado no palco, a banda solta "Peace Sells". E a banda sai do palco, que volta após insistentes pedidos do público. E Mustaine resolve mandar mais um clássico: “Holy Wars… The Punishment Due” acaba armando um air guitar na plateia inteira. Fim de show para o Megadeth, que cumpriu as expectativas e abençoou a plateia de Paulínia.

Após o caloroso show do Megadeth, é a vez do subir ao palco. Mas algo de estranho acontece na banda de Scott Weiland, dos irmãos Robert e Dean DeLeo, e Eric Kretz. Aquela energia tão característica da banda não dá as caras no . E para piorar, a chuva volta com tudo.

Mesmo tendo lançado o (bom) último álbum em 2009, auto-entitulado, a banda preferiu privilegiar os sucessos da carreira. Abriram o show com "Crackerman" e "Wicked Garden", músicas do primeiro disco, "Core" (1992). "Vasoline", de "Purple" (1994) veio na sequência, mas o andamento das canções eram um tanto arrastados, o que desanimou boa parte do público. A voz de Weiland também não demonstrava a força característica, resultado de uma possível rouquidão. “Obrigado por passarem tanto tempo na chuva para ouvir nossas músicas", soltou o vocalista, mesmo sem energia, porém mais simpático que nas apresentações de 2010.

O show tomaria alguma engrenagem da metade pra frente, quando vieram os hits "Big Empty" e principalmente "Plush". Cantada em uníssono pelo público, mas ainda em versão arrastada, foi um dos pontos altos do show. "Big Bang Baby", uma das poucas faixas de "Tiny Music…" (1996) foi outra recebida com muito entusiasmo. No final, a agitada "Sex Type Thing" perdeu toda força e poder que exibe em sua gravação original e a pouco conhecida "Trippin' on a Hole in a Paper Heart" encerrou o set, que ficou sem "Sour Girl" (uma das mais famosas da banda). O megafone não foi suficiente para aumentar a potência do Stone Temple Pilots, que ao menos teve um público no mínimo, respeitoso. Mas o show ficou abaixo das expectativas por conta da deficiência vocal de Weiland e do desempenho da banda.

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