Sangue, suor e lágrimas. Esse foi o lema do Down na tarde dessa segunda-feira, 14. Com uma apresentação intensa desde o início, o ex-Pantera Phil Anselmo, agora vocalista do Down, disse a que veio logo na primeira canção, "Temptations Wings", incendiando a plateia pela primeira vez no último dia do festival. Estava aberto o espaço para os metaleiros curtirem de verdade.
O Down se formou a partir de membros de outras grandes bandas do metal: Anselmo (ex-Pantera), Pepper Keenan (ex-Corrosion of Conformity), Jimmy Bower (Eyehategod), e mais Kirk Windstein e Patrick Bruders (ambos do Crowbar). Dispostos a saírem do protocolo e esgotar as energias do público, que ainda teria muitas horas pela frente, a banda atacou de "Lifer", que instigou reação absurdamente nervosa do público, que rolava uns por cima dos outros e agitavam as cabeleiras sem parar. A intensidade era tanta que Phil Anselmo ao bater diversas vezes com o microfone contra sua própria testa, abriu um pequeno corte.
Com a chuva dando uma trégua, o público começou a arrancar as capas de chuva e elevou ainda mais a temperatura ao som de "Hail To The Leaf" e "Eyes of the South". Ao avistar um rapaz com uma grande tatuagem no peito escrita "Pantera", o vocalista Phil Anselmo se emocionou. Então, resolveu mandar um pequeno trecho de "Walk", para emendar em "Bury Me In Smoke", ambas de sua antiga banda. No fim da apresentação, Duff McKagan deu uma palhinha no palco, onde havia se apresentado pouco tempo antes. A banda e o baixista tocaram "Burry me in Smoke" e finalizaram a apresentação mais nervosa desta edição do SWU. A estreia do Down em solo brasileiro foi mais que positiva. Credenciadíssimo para voltar em breve.
O que parece pode não ser – O Sonic Youth é uma eterna querida dos alternativos. Mas nas últimas semanas, a notícia da separação do casal Kim Gordon e Thurston Moore e o anúncio de um futuro incerto para a banda deixou os fãs preocupados. Sendo assim, essa apresentação ganhou uma aura ainda mais especial, mesmo com a chuva que voltava e insistia em cair.
"Boa noite, nós somos o Sonic Youth, de Nova York. É um grande prazer estar aqui e espero vê-los novamente em breve", disse o quase lacônico Thurston, que pouco se comunicava com o público. Porém, logo de cara, deixou a expectativa de que o que se anunciaria uma má notícia, pode não se confirmar. Abrindo com a soturna "Brave Men Run (In My Family)", a banda jogou tudo pro alto em seguida, com "Death Valley 69". Na sequência, duas recentes do último álbum: "Sacred Trickster" e "Calming the Snake". Kim assumiu os vocais na maior parte da apresentação, inclusive em “Drunken Butterfly”, quando caiu no palco, mas levantou-se rapidamente. Thurston só assumiu os vocais após apoteótica versão de um clássico, "'Cross The Breeze". Se enganou ao anunciar a faixa "Schizophrenia", anunciando o nome do álbum em que ela está, "Sister", o que teria provocado discreta risada na baixista Kim.
Em uma apresentação mediana, onde alternou momentos de jam sessions e a famosa barulheira, a banda não deixou de fora o hit "Sugar Kane". Uma performance melhor que a de 2005, quando visitou o Brasil pela segunda vez. Ao se despedir, Thurston reafirma que espera ver os brasileiros novamente. Fica o alento aos fãs. Pode ser que depois de uns ajustes, a banda siga seu caminho.

