O semanário inglês New Musical Express (NME) pediu desculpas oficialmente ao cantor Morrissey por tê-lo acusado de racista há alguns anos. O veículo foi processado por Moz em 2008 e desde então o ex-Smith aguarda o pedido de desculpas da publicação, que só chegou agora.
"Em dezembro de 2007, publicamos um artigo intitulado: 'Morrissey: Big Mouth Strikes Again' (O linguarudo ataca novamente – uma referência ao hit dos Smiths de mesmo nome, lançado em 1986). Depois disso, Morrissey deu entrada em um processo por calúnia contra nós. Sua queixa é que o acusamos de ser racista em uma entrevista que ele deu para a revista. Ele acredita que o artigo foi editado de tal forma que o fez parecer reacionário", informou hoje, (12/06) a IPC Media, responsável pelo semanário.
E continuou: "Queremos deixar claro que não acreditamos que ele é um racista; nós não pensamos que estávamos dizendo que ele era e pedimos desculpas ao Morrissey ou qualquer um que tenha entendido dessa forma. Nunca quisemos irritá-lo e esperamos que possamos voltar a fazer o que fazemos melhor".

Em 2008, a revista britânica The Word também teve de se desculpar publicamente na corte Suprema de Londres por ter chamado o Morrissey de racista e hipócrita.
Morrissey já havia pedido que a NME se desculpasse em dezembro de 2011, dizendo: "Então, aqui estamos. Agora é a grande chance da NME me por pra fora do mapa. E que triunfo seria isso para eles. Que orgulho e eterna glória!".
O caso teve início em 28 de novembro de 2007, quando o semanário publicou, na ocasião, a entrevista com Morrissey que dizia: "As portas da Inglaterra estão inundadas. O país foi jogado fora… Embora eu não tenha nada contra pessoas de outros países, quanto maior o fluxo para a Inglaterra, mais os britânicos perdem sua identidade".
O cantor afirmou que após essa entrevista, que segundo ele foi distorcida, acabou por ser alvo por uma espécie de bloqueio dos noticiários e demais meios de comunicação, e que a imagem de racista que transpareceu nunca se dissipou.
