De acordo com a revista New Yorker, Bruce Springsteen sofreu uma grave depressão ao terminar seu álbum de 1982 "Nebraska" e, posteriormente, começou a visitar um psicoterapeuta.
"Meus problemas não eram tão óbvios como os problemas drogas", disse Springsteen. "Os meus eram diferentes, eles foram mais silenciosos – tão problemático quanto, porém, silenciosos. Como [acontece] com todos os artistas, essa coisa de ressaca da história e auto-aversão, há um enorme impulso de auto obliteração que ocorre no palco".
Springsteen acrescentou explicando como "todas as vozes" desaparecem quando ele está no palco: "Você é livre de si mesmo durante aquelas horas, todas as vozes somem da sua cabeça. Não há espaço para elas. Só há uma só voz, a voz que fala dentro de você".
Seu amigo e biógrafo Dave Marsh contou à New Yorker como "The Boss" chegou a ter tendências suicidas, quando conheceu a fama repentinamente. "Passou do nada a liderar os rankings, com pessoas que o elogiavam de forma contínua. É nesses casos que a pessoa pode começar a ter alguns conflitos sobre seu verdadeiro valor", afirmou Marsh.
